E boa noite Sossegados! Como foram de feriado? Tudo em ordem? Hoje o Sossega traz mais uma dica da Dona Vânia, nossa portuguesa amada, que cairá muito bem para aqueles que irão emendar o feriado e apreciam um bom pãozinho caseiro! Pensem naquele pãozinho, recém tirado do forno com uma fina camadinha de manteiga e um cafezinho fresquinho? Pensaram? Então acompanhem abaixo!
"Para obter pães macios(cascas macias), ao retirar ao forno os pães do forno, deite sobre eles um pano(toalha) levemente umedecida e sobre ela, mais uma toalha grossa cobrindo por aproximadamente 15 minutos. Após este período, retire o pano úmido e deixe coberto com a toalha grossa até os pães esfriarem. Retire-os da assadeira(forma) após frios. A massa e a superfície(casquinha) vão ficar super macios. Este recurso também é usado para roscas e cucas."
Depois dessa, vou preparar o famoso pão chalá do Oba Gastronomia, que estou devendo pra turma aqui em casa faz tempo! Estão "curtindo" as dicas? Aproveitem, comentem, compartilhem e indiquem. O conhecimento só acontece efetivamente, quando compartilhado! Abraços sossegados e uma ótima sexta-feira a todos os leitores!! P.S.: A fonte das imagens está disponível neste banco gratuito aqui!
Como esse feriado caiu numa quinta feira, fazendo juz ao
nome, neste dia do trabalhador muita
gente deixará o descanso para o final de semana optará pela faxina!
Observei hoje, no retorno do trabalho, que muitas pessoas já
começaram a aproveitar o tempinho para cuidar da casa e botar tudo aquilo que procrastinou
dias e dias em ordem!
Portanto, nada mais justo que optar por uma receita básica,
rápida e nem por isso menos saborosa, concordam?
Pensando nisso, resolvi unir o
útil ao agradável, e como tudo aqui no Sossega leva diversão e um bate papo
gostoso na cozinha, vamos compartilhar
uma receita prática e saborosa, ótima para um dia em que não podemos perder
horas elaborando um prato complicado, mas também não queremos deixar de lado a “boa
mesa”!
E então, surgiu a ideia - que já não era sem tempo - de falar um pouco da Ofélia, aquela que deu nome
ao nosso projeto, e mostrar para vocês a nossa adaptação de uma famosa receita
da nossa “diva culinarista”.
Ofélia Ramos Anunciato (1924-1998) foi uma cozinheira e
culinarista brasileira, escreveu 14 livros contando os segredos da culinária portuguesa,
italiana e brasileira. Foi pioneira dos programas
culinários na TV desde 1958, e fazia o estilo “descomplicando a cozinha”. Amava
cozinhar e era extremamente simpática[1]:
"Na verdade, não há segredos na arte de cozinhar. Se você cozinha
gostando de cozinhar, certamente será capaz de fazer um prato saboroso. E se
tiver por perto alguém que goste de ensinar a cozinhar, como eu gosto, então
não haverá nenhum problema".
Muitas pessoas da minha faixa etária lembrarão do seu
programa, e certamente nossos pais acompanharam por um longo tempo suas
receitas e incorporaram-nas àquelas “queridinhas da família”.
Eu mesma
lembro de ter assistido a alguns episódios da “Maravilhosa Cozinha de Ofélia”
no colo da minha mãe, e lembro também, de ela anotar algumas receitas
rapidamente para reproduzir para nós mais tarde.
Vale ressaltar que Ofélia era extremamente bem quista pelo
seu público, seus colegas de trabalho e equipe,
e por sua família. Pelo programa dela passaram como convidados, nomes
importantes da culinária brasileira, e era impressionante, conforme conta
Cidinha Santiago (ex-assistente de Ofélia, hoje assistente do Edu Guedes na
Rede Record), o quanto ela gostava de cozinhar, além de entender muito de
culinária[2].
Para quem é mais novo e não conhece ou nunca ouviu falar da
Ofélia, saibam que seu livro “Ofélia, o sabor do Brasil”, publicado em 1997, foi premiado com o Jabuti na categoria Produção
Editorial, e já foi considerado um dos 13 livros mais lidos do mundo [3]!
Separamos este vídeo abaixo para mostrar só uma pontinha da simpatia
da Ofélia, dizendo que é “cozinheira com muita honra”... Não era uma fofa?
Bem, e para fechar e
amarrar o feriado com um pedacinho dessa história, vou indicar aqui a receita
do seu famoso Cuscuz Paulista, que no meu ver é uma receita de fácil execução e
muito versátil porque podemos substituir os ingredientes de acordo com o que possuímos em casa – e foi exatamente o que fizemos, de maneira muito “sossegada”!
A receita da Ofélia
Anunciato, está disponível aqui, mas a versão do Sossega e o resultado final,
vocês podem conferir logo abaixo, ok?
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Cuscuz Paulista da Ofélia
(Versão “Sossegada”)
Ingredientes:
- 1 xícara de chá de azeite de oliva
- 2 cebolas picadas bem pequenas
- 2 dentes de alho bem picados e amassados
- Metade de um pimentão de cada cor (vermelho,
amarelo e verde) picado em cubinhos pequenos
- 1 vidro de palmito em conserva picado e escorrido
- 1 lata de sardinha
- 2 tomates pelados e sem sementes picados
- 1 xícara de chá de farinha de mandioca
- 2 xícaras de chá de farinha de milho (aqui
usamos a farinha de milho miúda)
- 2 tomates pelados e sem semente batidos
(processados)
- Azeitonas verdes picadas a gosto
- Aproximadamente 250ml de água (ou mais se
necessário)
- 2 ovos cozidos
- Cheiro verde, açafrão em pó, páprica picante, pimenta
moída e sal a gosto
- Pimentão das 3 cores para decorar
- Pimenta biquinho para decorar
Modo de preparo
- Em uma panela aqueça o azeite em fogo baixo e doure a cebola.
Quando estiver quase transparente, acrescente o alho e deixe dourar. Cuide
sempre para não queimar o azeite.
- Quando o alho estiver dourado, acrescente o
tomate picado até dissolver e em seguida adicione o pimentão e o palmito.
- Despeje o conteúdo da lata de sardinha em um prato
e amasse com um garfo. Em seguida acrescente a sardinha amassada na panela com os demais
ingredientes. Refogue tudo muito bem e acrescente o tomate batido (processado) e as azeitonas picadas.
- Tempere com sal, açafrão e páprica e deixe
cozinhar por alguns 3 minutos.
- Acrescente sem parar de mexer a farinha de
mandioca e a farinha de milho. A textura deve ficar próxima a uma pasta grossa.
Acrescente água aos poucos para criar uma liga, mas só acrescente o necessário
para não desandar. Suba ligeiramente o fogo, sempre mexendo, e quando começar a levantar fervura (bolhas), continue mexendo
por mais um ou dois minutos, acrescente o cheiro verde e a pimenta moída.
- Desligue o fogo e coloque o conteúdo da panela em uma forma e
acomode bem justo, com auxílio de uma colher de bambu, pão duro ou colher de pau. Fica mais bonito se colocado em uma forma com buraco no meio
(forma de pudim, ou de bolo), mas na ausência dela, uma forma alta já resolve.
- Deixe esfriar e se preferir, leve a geladeira
por 40 minutos.
- Depois de totalmente frio, vire o cuscuz com cuidado em uma bandeja ou
prato, e decore com filetes de pimentão, rodelas de ovo cozido e pimenta biquinho (opcional). - Tempo de preparo: Cerca de 1h:15" - Rendimento: 6 generosas porções!
Observações:
- Deixe o alho de molho na água por uns 10 minutos
antes de descascar. A casquinha vai soltar mais fácil.
- Prefira sempre cortar o alho ao meio e retirar o
miolo (gérmen), pois assim a sua digestão se torna mais fácil.
- Se você for muito sensível a cebola, descasque-as
debaixo da água corrente e deixe de molho na água com gelo por 30 minutos antes
de picar.
- Retire sempre toda a parte branca do pimentão,
isso também torna sua digestão mais fácil.
- Cuide com o sal. Se for usar algum produto em
conserva, como nós utilizamos o palmito, a sardinha,e a azeitona, observe que o sal deverá
ser bem controlado, pois esses itens já são bem salgados.
- Opte por utilizar a pimenta sempre moída na hora, e no final do preparo. Isso conserva o sabor e evita irritações estomacais em
pessoas mais sensíveis.
- Você pode utilizar sardinha, atum, frango, bacon
ou nenhuma carne. Isso fica a seu critério e não influencia muito no ponto
final do prato, desde que você controle a quantidade de água que irá colocar
para adquirir a consistência ideal. - Esse prato fica mais gostoso no dia seguinte, e por isso é ótimo para quem vive sozinho!!
Salve salve, Sossegados! Chegamos no domingo, dia de descansar, de recarregar as baterias, de almoçar com a família, de dormir até mais tarde, de colocar as ideias em ordem, de escutar boas músicas e de refazer a playlist da semana, afinal a música embala minha vida – e a vida de muita gente - desde sempre.
Lembro que meu pai, meu
grande “incentivador” na musicalidade, comprou-me certa vez uma coleção com
coletâneas – dessas que chegam aos poucos, em fascículos mensais – com diversos
títulos de jazz. Minha
reação inicial foi de estranheza, visto que no auge da adolescência, o negócio era ouvir AC/DC, engraxar os coturnos e agitar a cabeleira no quarto enquanto o vinil “comia solto”.
Mas, assim como em relação a comida, em que fomos ensinados desde pequenos a experimentar de tudo para depois formular um "gosto", com relação a música não foi muito diferente. Aos poucos ouvi todos os títulos, descobri as nuances, os novos sons, e com o tempo fui apurando os ouvidos e abrindo o coração para novas possibilidades.
De
todos aqueles títulos, os que mais marcaram e
os que mais ouvi (e ainda ouço), foram Miles Davis, Coltrane, Billie
Holiday e a divina Ella Fitzgerald.
Relacionar música e comida é algo bem comum, uma coisa inspira a outra e ambas mexem com partes importantes do nosso cérebro, fazendo com que revitalizemos nossas memórias e lembranças de uma maneira mais que surpreendente.
Foi bem na adolescência, no primeiro contato que tive com Ella Fitzgerald que também provei de uma iguaria sem precedentes: o antepasto de berinjela desidratada, que é a vedete do Sossega nos pequenos eventos.
Presente na minha família há quase vinte anos, este antepasto que leva berinjela filetada desidratada, pimentão das três cores, alho, cheiro verde, sal e azeite de oliva extra virgem, demora cerca de quatro dias para ficar pronto, que é o tempo de preparo e também o mínimo necessário para que a conserva "curta" no azeite e fique saborosa. A demora se deve ao processo de desidratação da berinjela, que exige tempo e cuidado para não desperdiçar a leguminosa e ter-se um rendimento satisfatório.
É claro que, quanto mais tempo o antepasto "curtir" no azeite, mais acentuados os sabores se tornam e mesmo quem não gosta muito de berinjela, se curva ao sabor único que ela adquire na combinação.
Como vocês podem perceber, abrimos o fim de semana em grande estilo: ao som de Ella Fitzgerald, concluímos o preparo da saborosa berinjela, e aprontamos a proposta que vocês conferiram na imagem acima, onde finalizamos com torradinhas e com esses rolinhos de queijo mussarela e salame italiano, para servirmos de entrada em um pequeno evento.
Ficou curioso (a) para degustar também? Entre em contato conosco que prepararemos com carinho uma "amostra" para você receber seus amigos em casa!
Esse antepasto vai bem com vinho e com cerveja além de aceitar outras combinações de ingredientes, de acordo com a sua preferência!
Ah, para saber mais sobre a Ella Fitzgerald, a wikipedia oferece um resumo interessante sobre a vida e a obra da cantora; mas se você quer mesmo conhecer essa voz magnífica, o Sossega Ofélia indica esse video para um bom começo:
Assite lá e depois nos conta como foi a experiência?
Um abraço grande e tenham todos uma ótima semana!
Em tempo: Dia 25 de abril é a data em que Ella Fitzgerald completaria 97 anos! Coincidência ou não é também a data de aniversário do meu amigão e cheff Erik Fillies! Parabéns querido! Aguardamos seu precioso "pitaco" por aqui! :)
A partir de hoje, todas as quintas feiras, publicaremos uma dica esperta de cozinha para todos os navegantes, experientes ou não, nessa deliciosa arte.
E quem enobrece esse bate-papo cheiroso, gostoso e saudável é a Dona Vânia, nossa amada inspiração, nossa portuguesa fofinha, mamãe com jeitinho de vó e culinarista de mão cheia!
Fiquem atentos às preciosas dicas, selecionadas com carinho por esta pessoa espetacular!
E para inaugurar a conversa, hoje ela nos fala sobre os deliciosos bolos!
Quem não gosta de degustar um bolinho fofinho pela manhã ou morninho, com uma fina camadinha de manteiga naquele café da tarde?
Aqui vão 5 dicas infalíveis para que seu bolinho fique perfeito!
Confere abaixo!
1. Quando começar a preparar a receita, após separar todos os ingredientes, ligar o forno na temperatura solicitada pela receita e dar início ao preparo da massa.
2. Quando, ao derramar a massa sobre a assadeira ou forma, o faça pelas extremidades até chegar com a massa ao centro e deixe descansar por aproximadamente 5 minutos para a massa acomodar completamente; desta forma ela crescerá uniforme.
3. Abra o forno, acomode a assadeira e somente o abra novamente, após 20 ou 25 minutos ou quando estiver totalmente assado.
4. Você confere se o bolo está assado espetá-lo com um palito e ao retirá-lo, o mesmo sair limpo.
5. Retire o bolo do forno com cuidado e deixe sobre uma superfície elevada, de preferência sobre um elemento vazado (descanso de panela ou similar), longe da corrente do vento para evitar o choque térmico e o bolo ficar perfeito.
E para aproveitar o embalo, segue abaixo o print da Folha SC de sábado, dia 19/04/2014, onde participamos cedendo nossa receita de muffin!
Nesta
quinta feira, véspera de feriado, vamos inaugurar as postagens do “Blog do
Sossega” com uma deliciosa divagação histórico-culinária, para dar água na boca
e instigar a criatividade!
Amanhã
é Sexta Feira Santa, ou Sexta Feira Maior, como é comumente chamada a data
pelos cristãos, e habitualmente as famílias abdicam da carne vermelha e
optam pelo consumo do peixe.
Mas
de onde vem mesmo essa tradição?
Para
escrever sobre isso, fiz uma viagem no tempo e rememorei as longas conversas
com meu pai a respeito de religião, filosofia, cristianismo e culinária, onde
ele, cozinheiro, padeiro, contador, músico, teólogo e autodidata,
“verborragizava” um tratado sobre todos os assuntos pertinentes a esta
postagem.
Também
revi alguns conceitos pela internet e em alguns livros que permeiam minha
biblioteca para poder divagar e estabelecer essa conversa com a finalidade de
colocar todo mundo na cozinha descobrindo o prazer de cozinhar!
A
Páscoa Cristã, celebrada em um domingo contado atualmente 40 dias após a quarta-feira de cinzas, é o dia em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo e na sexta
feira que antecede este dia, rememora-se a sua morte na cruz.
Há várias
referências a Páscoa celebrada como ritos de passagem , em diversas culturas, como a Pesach (passagem) judaica, em que se celebra a
libertação do povo hebreu, cativo dos egípcios, atravessando o mar vermelho.
Em
várias expressões culturais, existe historicamente, rituais em que há o sacrifício e a renúncia para relembrar o sofrimento, e
a festividade para celebrar a vida e o renascimento.
Muitos
cristãos também fazem seus rituais de passagem - pequenos sacrifícios no período da quaresma (esses 40 dias
que antecedem o domingo de Páscoa), por esta representar um tempo de reflexão; dentre essas abdicações, é comum renunciar a carne vermelha, por exemplo, como uma analogia à renúncia aos “pecados da carne”[1].
O
fato é que de rito em rito, de tradição em tradição, tornou-se praxe consumir o
peixe na Sexta Feira Santa, e obviamente esse costume gerou receitas e hábitos
culinários que permeiam nossas papilas gustativas de memórias saborosas!
Na
minha família materna, por exemplo, a descendência portuguesa nos remete ao
bacalhau, e como toda família “culinariamente ativa”, temos nossa receita
“clássica” que atravessa gerações mesmo em contraposição ao alto custo do
bacalhau!
Se
fica difícil provar esta iguaria, sugiro aqui,
a Moqueca de Tilápia - uma das primeiras postagens que fizemos na página
do Sossega Ofélia no facebook (aqui).
Esse
peixe é facilmente encontrado nos pesqueiros, e além de saboroso, tem um custo
bem mais baixo que o do bacalhau.
É
claro que tradicionalmente a moqueca leva peixe de mar, preferencialmente com a
carne mais consistente, mas encontramos uma adaptação interessante que fizemos
questão de testar e saborear para passar a dica para vocês!
De origem brasileira, a moqueca é fácil de preparar, e o maior desafio do preparo é sua montagem.
A
receita original foi extraída do site “Na cozinha do Carlos”(aqui) e as nossas adaptações
limitaram-se somente ao ingrediente “filé
de tilápia”; optamos por utilizar postas de tilápia (com espinhos mesmo) para
poder conservar a espessura mais grossa.
Esse
site é muito bem detalhado quanto ao histórico da moqueca e preparo do prato, tornando
a leitura fácil e interessante, por isso dispensamos reescrever nossa versão, bastando
vocês consultarem o link no final da postagem!
Nossa
finalização acompanhou o arroz e um pirãozinho da cabeça do peixe, que
utilizamos, segundo os critérios do Sossega Ofélia, para não desperdiçar
comida!
Ficou
uma delícia e essa receita serviu bem 4 pessoas “famintas”!
Um
grande abraço e um ótimo feriado a todos!
[1]
Lembro de ter ouvido isso em uma das últimas missas a que assisti, há mais de
10 anos!