sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Salada de couscous: Pollan, Oliver e um turbilhão de sabores, ideias e reflexões!

Muito boa noite Sossegados! 
E aí, tudo bem? 

Essas últimas semanas foram apuradíssimas! Firmamos algumas parcerias e estamos trabalhando a todo vapor, e como nossa jornada ainda é dupla, infelizmente não conseguimos postar sempre que queremos! 
Enfim, o importante é que pelo menos uma "vezinha" na semana damos aquele jeito esperto de produzir um conteúdo bacana para compartilhar com vocês! 

No trajeto do trabalho e no pouco tempo que me sobra no horário de almoço, procuro me ocupar da leitura, e minha última aquisição foi o livro "Comida: uma história natural da transformação", do americano Michael Pollan (o meu comprei via internet pelo site da Americanas - não é jabá - o lugar mais em conta que encontrei!).
Autor de alguns best-sellers em se tratando de alimentação, hábitos alimentares e outras reflexões que relacionam o ser o humano e a comida, Pollan tem feito minha cabeça trabalhar turbinada quase que as 24 horas do dia,  pois a quantidade de informação que ele transmite é absurda. 
Uma das passagens interessantes do livro é a abordagem que ele faz a respeito da relação do homem (no sentido de ser humano, tá gente? ) com o ato de cozinhar: que segundo as hipóteses e teorias dos antropólogos que seguem esse raciocínio - passar a preparar nossa comida permitiu que nosso estômago diminuísse e nosso cérebro crescesse, afinal a comida cozida é mais fácil de se digerir que a comida crua. 
Tanto é fato o feito, que os outros animais passam mais tempo digerindo os alimentos crus, e possuem estômagos maiores (e até mais de um estômago), necessários para processar os nutrientes. 
Aliado a isso, o autor faz uma análise crítica sensacional acerca dos rumos que tomam a produção de alimentos em larga escala e a industrialização/mecanização da nossa alimentação, transferindo esse processo natural a terceiros. 
É claro que não se pode negar a praticidade de se chegar em casa, abrir seu freezer e encontrar lá algo " duvidosamente apetitoso" que sacie nossa fome, porém, essa comida cheia de aditivos artificiais, além de deturpar nossa sensação de paladar causa sérios danos a nossa saúde, sem contar nos danos causados a nossa sociabilidade: comer sozinho um subproduto industrializado congelado, extremamente salgado de uma empresa "S" qualquer, não tem o mesmo prazer que transformar  ingredientes diversos em um prato saboroso, cheio de aromas e de histórias, para compartilhar com as pessoas que amamos. 
Então só para pensarmos um pouco, fecho  esta reflexão com o trecho abaixo: 
"Existe atividade menos egoísta, trabalho menos alienado, tempo menos desperdiçado do que aquele gasto preparando algo delicioso e nutritivo para quem você ama?" (POLLAN, 2014 p.30)
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Engatando no rumo da prosa, falando em cozinhar para quem a gente ama, ontem fiz um prato baseado na receita "Chef Britânico que não gosta de brigadeiro" (brincadeirinha Jamie, amo você), extraída de um livro que adquiri durante um dos meus garimpos pelos sebos da cidade. 
Em "Jamie Oliver - O Chef sem mistérios", ele traz receitas diversas e dicas do que você deve ter na cozinha, como comprar vegetais, o que combina com o que, etecétera e tal. 
Muito válido, mas é preciso se ater a algumas diferenças culturais e adaptar os ingredientes que são mais difíceis de se encontrar por aqui! 
Escolhi o couscous marroquino porque acompanhei alguns programas do queridinho e fiquei curiosa! A textura desse ingrediente é diferente do cuzcuz paulista da Ofélia Anunciato que já publiquei aqui. Segundo Oliver: 
"O couscous vem da África do Norte e é processado a partir da semolina (*). Depois é seco e enrolado em pequenas bolinhas. Ele existe há uma centena de anos. Você pode utilizá-lo da mesma maneira que o arroz- para absorver molhos, ou como uma salada, ou talvez, de um modo mais clássico, acompanhando um cordeiro guisado picante ao estilo marroquino." (OLIVER, 2008 p. 179)
Bem, aqui em Jaraguá do Sul, o couscous marroquino não é tão barato como ele sugere em outra parte do texto e nem tão fácil de encontrar, mas comprei uma caixinha em uma casa de produtos naturais - Cia da Saúde - ao preço de R$ 6.80 / 500g. 
O que me levou a preparar o dito cujo? 
Bem, foi um misto de provar algo diferente, utilizar os ingredientes que tinha em casa e o mais óbvio de todos, cozinhar para quem eu amo: ultimamente o "Marceloves" anda "numas" de consumir mais saladas e dar um tempo nas massas e risotos - pelo menos durante a semana - e assim assim, estou procurando opções mais leves para nós. 
Nesse cenário, escolhi a receita da salada de couscous, adaptando claro, ao que eu tinha disponível na despensa, na geladeira e no bolso! 
Originalmente a receita do Jamie Oliver leva, entre outros ingredientes, 2 pimentões vermelhos, 1 pimenta chilli média fresca e vinagre de vinho tinto. Como o preço do pimentão está "pela hora da morte",  troquei por brócolis em ramo. A pimenta fresca substituí por uma pimentinha biquinho em conserva que eu mesma fiz e já estava curtindo havia umas duas semanas, e o vinagre de vinho eu também não tinha, então preferi utilizar um balsâmico cremoso - que dá um sabor levemente adocicado - na hora de servir.
Ele também pede um punhado de ervas frescas e o mais próximo que eu dispunha era salsinha (!). Então aproveitei as folhas do salsão que passei na centrífuga (outro dia falo sobre esse acessório para vocês) e estavam perfeitas, acondicionadas em um recipiente fechado sob refrigeração. 
O resultado ficou muito bom e compartilho com vocês aqui a minha versão! 
Acompanha lá!




Salada de Couscous do Sossega
(adaptada de Jamie Oliver - O Chef sem mistérios, p. 180)

 Ingredientes: 

250g de couscous
2 colheres de sopa de suco de limão
5 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá rasa de sal
1 colher de chá rasa de pimenta do reino moída na hora
285ml de água fria
1 maço de brócolis em rama
1 cebola roxa média picada bem pequena
1 pimenta fresca picada e sem sementes (este ingrediente é opcional, eu utilizei duas colheres de sopa da pimenta biquinho que já estava curtida há duas semanas)
2 tomates sem pele e sem sementes picados
folhas de salsão a gosto (utilizei aproximadamente uma xícara de chá bem cheia)
1/2 xícara de salsinha picada (e mais outra erva fresca que você tiver como manjericão ou coentro)
1 colher de sopa de uva passa preta
1 colher de sopa de uva passa branca
Azeite para temperar
Sal e pimenta a gosto para temperar no final (utilizei sal grosso moído na hora)
Aceto balsâmico cremoso para finalizar (isso é bem particular, vai do seu gosto)


Modo de preparo: 

- Faça um molho com as 2 colheres de sopa de suco de limão, as 5 colheres de azeite, 1 colher de chá rasa de sal, 1 colher de chá rasa de pimenta e os 285ml de água e mergulhe o couscous nessa mistura por aproximadamente 15 minutos. 
- Enquanto isso, cozinhe o brócolis no vapor (eu utilizei somente a parte das flores e guardei os talinhos no congelador para utilizar em um outro preparo).
- Acomode em um recipiente grande o brócolis, a cebola, a pimenta, os tomates e as passas. Acrescente o couscous e misture bem.
-Em seguida acrescente as folhas de salsão, as ervas frescas e prove o sal. 
- Tempere com azeite, pimenta e mais sal (se necessário).


Observações: 

- Sirva com aceto balsâmico cremoso (Di Modena), como prato principal, acompanhado de pão sírio ou com um peito de frango grelhado.
- Rende 4 porções generosas e fica ótimo se consumido no dia seguinte! 
- As folhas do salsão, que normalmente desperdiçamos são muito saborosas e conferem um certo frescor às saladas, então, aproveite! 
- Você pode trocar os ingredientes, mas aconselho manter a cebola, a pimenta fresca e o molho de limão, azeite e água para hidratar o couscous! 

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Gostou da ideia? Então testa e depois conta pra gente! 
Abraços carinhosos e uma ótima sexta feira!



Referências Bibliográficas:
OLIVER, Jamie. O chef sem mistérios / Jamie Oliver. São Paulo: Globo, 2008.
POLLAN, Michael. Cozinhar: uma história natural da transformação. Rio de Janeiro: Intríseca, 2014.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Conversa Fiada: Retomando as atividades no blog!

Boa noite Sossegados, tudo bem? 

Depois deste pequeno hiato por alguns problemas técnicos com nossa internet, estamos de volta com as postagens! 
Acho que vocês tem acompanhado nossa página no Facebook, não?
Pois então, tivemos um evento neste sábado que passou, dia 16/08, no Café Rock Bar, dos nossos parceiros de sempre - o Sérgio e a Vanessa. 
Como no evento anterior, fomos bem recebidos e tivemos uma ótima saída nos nossos pratos - os já "meio famosos" escondidinhos; desta vez em quatro variações saborosíssimas! 
Este trabalho foi possível devido não somente a parceria com o pessoal do Café Rock Bar, mas também ao apoio e incentivo dos amigos, ao companheirismo do Marcelo (meu parceiro, sócio e noivo - uia!) e do apoio de outros parceiros, como o "pitaco" bacana do Carioca, do Pirata Rock Bar,  da competência da Designer Renata Vaz, responsável por todo o material gráfico do Sossega ultimamente, dos contatos com novos fornecedores como a Livre e Leve Alimentos Veganos e não menos importante, a presença de todos que prestigiaram, experimentaram, aprovaram e se divertiram conosco! 
O mais bacana nessa história toda, é que recebi a visita semi-inesperada (porque só acreditei quando eles chegaram mesmo) do casal de amigos Erickson e Karyn, que vieram de Curitiba para prestigiar o evento e degustar nossas receitas! 
A Karyn é vegana e pudemos trocar muitas figurinhas sobre inúmeros ingredientes e temperos, fazendo juz ao lema do Sossega, o de que cozinhar é uma troca de experiências! 
Ela observou, de maneira muito pertinente, após explorar a gama de temperos disponíveis aqui em nosso cantinho, que sou muito fã da culinária do oriente médio e da brasileira nordestina (obviamente), então, para costurar toda essa nossa conversa, embora não seja vegana e como hoje não tenho receitas novas para postar a vocês, vou indicar aqui a receita do Chef Orlando Baumel, do OBA Gastronomia: O Arrumadinho de Carne Seca
Esse prato nada mais é que um parente distante (e invertido) do prato que é o carro chefe do Sossega! Seus ingredientes ao contrário do escondidinho, ficam aparentes e arrumados, um sobre o outro no prato! 
Acompanho sempre os posts do Orlando e sua maneira gostosa de desmistificar as receitas e transformar aquilo que poderia ser um grande bicho de sete cabeças em algo extremamente prazeroso e descontraído, além de sempre trazer um pouquinho de história e curiosidade sobre os pratos e os ingredientes que utiliza. Aliás, o portal OBA, tem receitas incríveis de caldos, bases, e uma grande diversidade de pratos para todas as ocasiões e graus de dificuldade. 
Super indico e vale a pena conferir (e gente, não é jabá, tsá?)!
Confesso que as lombrigas ficaram tão alvoroçadas quando vi essa receita, que enquanto não a executasse não sossegaria. E a Ofélia que habita em mim entrou em ação: Executei com prazer extremo e comi. 
Comi com gosto, com vontade e sem medo de ser feliz! 
Querem ver como ficou a nossa versão? Espia aí!


É claro que, o Chef Orlando fez um prato muito mais apetitoso, principalmente aos olhos - mas o sabor ficou sensacional. Achei muito fácil de fazer e o que mais dá trabalho, na verdade é a carne seca, mas basta seguir certinho os passos da receita e cuidar para que a farinha de mandioca não torre demais! Quanto ao tempo de preparo, tirando a parte da "dessalga", levei uns 30 a 40 minutos para preparar! 


Então, por hoje é isso! 
Um grande abraço e aguardem que essa semana tem muitos posts saindo do forno para vocês. 
Uma ótima semana, gente! 


P.S.: Todos os links desse post estão sinalizados para que vocês também possam conhecer meus parceiros, além de verificar as referências do que pesquiso! 


domingo, 20 de julho de 2014

"Divertisidade" - O brigadeiro do Jamie Oliver, cultura alimentar e Falafel!

Boa tarde Sossegados!!!
Tudo bem?
A postagem de sexta ficou para hoje, domingo, e estou aqui refletindo várias coisas bacanas que gostaria de compartilhar...

Essa polêmica toda da declaração do Jamie Oliver a respeito do brigadeiro, me levou a uma viagem sobre a cultura alimentar: Tá aí um assunto digno de destaque, sobre o qual poderíamos divagar uma noite inteira e ainda faltar conversa para completar na noite seguinte.
Sei que o brigadeiro brasileiro foge aos padrões "jamieoliverianos" de alimentação por ser muito gorduroso e excessivamente doce, mas há inúmeras receitas com variações mais saudáveis que francamente, o GNT contratante do chef, sabendo a linha do indivíduo, poderia no mínimo ter apresentado algo mais próximo do seu paladar.
Em contrapartida, ele também poderia ter sido menos deselegante e menos soberbo ao taxar o doce como "monte de porcaria" e "um horror". Humor bretão ou não, no fim tudo se resume a uma velha máxima, que aprendi com minha prima, a Roberta: " A gente paga muito pau pra gringo".
Longe de mim contestar a genialidade do persona, inclusive acompanho seus programas quando posso, mas criteriosamente adapto suas dicas e receitas a minha realidade - porque né, economizar com Jamie Oliver na Inglaterra é uma coisa, mas fazê-lo a sua moda aqui na terrinha, é outra bem diferente, concordam?
(...)
Enfim, falando de cultura alimentar, amarro os dois assuntos porque coincidentemente sexta feira almocei com a família do Marcelo (meu companheiro) e falávamos sobre hábitos alimentares. Nesse contexto, meu cunhado perguntou se eu sabia fazer "Strudell" também ou se só fazia comida árabe! 
E entre um riso e outro, comecei a divagar mentalmente sobre o assunto e compartilho aqui as minhas anotações mentais.
Ainda que morando em uma mesma cidade ou região, cada família cria uma determinada característica em sua cultura alimentar que vai se transferindo, geração após geração. Lembro que em casa raramente se consumia miúdos de galinha ou frango, ou carne suína, por exemplo, algo que na família do Marcelo é muito mais comum; isso só para relatar superficialmente, pois a lista vai longe! E assim assim, vamos "trocando figurinhas" e aprendendo um com o outro novos sabores, texturas, temperos, possibilidades, nomes e referências.
Essa relação estreita com a comida árabe, denotada pelo meu cunhado - embora eu não tenha a referia ascendência - começou lá na adolescência, mas a história que mais me emociona e que sempre recordo carinhosamente, é esta que relatarei a seguir.
Meu pai sempre foi aficionado por temperos e por hábitos e costumes alimentares dos povos. Sempre lia muito a respeito e apareceu certa vez com um gigantesco livro contendo os segredos da cozinha árabe. Era um livro caro e gerou algumas discussões. 
Lembro de sua capa preta lustrosa, dura e luxuosa.
Seu interior era impresso em um papel de boa qualidade, continha muitas fotografias e ensinava combinações e preparos de "n" pratos, dos mais tradicionais aos mais contemporâneos. Com um pouco de concentração e imaginação era possível sentir o cheiro dos temperos ao folheá-lo.
Baseado nesse livro, ele desenvolveu um recheio fantástico de carne moída para os salgados que eles produziam para vender - e isso muito antes de a rede de fast food Habib's abrir suas lojas em Curitiba e popularizar a esfiha aberta e seu recheio "árabe". 
Pensando nisso, esses dias lembrei do falafel, um bolinho à base de grão de bico e temperos, muito utilizado para rechear sanduíches de pão sírio ou como acompanhamento de saladas. Além de todas as propriedades do grão de bico, o falafel é muito aromático e pode até ser servido como petisco vegan.
Originalmente não contém glúten ou lactose embora duas das receitas que testei levaram farinha de trigo integral, mas acredito ser dispensável, pois além de deixar o bolinho mais pesado, influencia no sabor final.
Reproduzi e testei três receitas diferentes: Uma do Cantinho Vegetariano, uma da Bela Gil e a do "Ás du Falafel". 
Encontrei essa matéria no blog "Eu como sim" falando de um local que vende sanduíche de falafel em Paris, e segundo a chef, é o melhor da cidade. Não duvido pois de todas as receitas, este foi o mais saboroso, sem contar que a orientação de como fazer é mais clara e detalhada.
Como durante a semana praticamente não consumo carnes, fiz o falafel para comer como petisco, acompanhando o molho de tahine, na intenção de agradar o Marcelo, que de início duvidou um pouco e torceu o nariz., mas depois concordou que era realmente delicioso. 
Preparado com o grão de bico cru, que precisa ser deixado de molho na água na véspera para amolecer, o falafel dá um pouco de trabalho e é preciso ter um processador  ou um liquidificador bem potente para adquirir a textura correta ao misturar os ingredientes. Caso você não disponha de nenhuma dessas ferramentas, encontrei essa receita aqui com o grão de bico cozido, mas não experimentei ainda! 
Com relação aos temperos, o coentro talvez você não encontre facilmente no mercado, mas basta encomendar na verdureira mais próxima da sua casa. De todos os temperos utilizados ele é o que mais sobressai, possui um aroma levemente doce e bem marcado!
A única modificação que fiz  foi retirar a pele do grão de bico depois que ele ficou de molho, assim a digestão fica mais fácil e a consistência do bolinho fica melhor!
Ah, e quando for fritar, o óleo precisa estar bem quente.
Segue abaixo a foto da versão que fiz para as duas primeiras receitas, os mais claros são do "Cantinho Vegetariano" e os mais escuros ao fundo são da "Bela Gil". 




Não fiz fotos da versão do "Às du Falafel" porque ficou tão bom, mas tão bom, que comemos tudo e não deu tempo...mas recomendo "com força" que você experimente fazer esse em casa! 

E aí, vai arriscar? 
Depois conta pra gente como ficou a sua versão! 
Abraço e grande e uma ótima semana!


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Uma pausa na carne II: Charutinho de couve manteiga com PTS

E aí Sossegados, tudo bem? 

Já experimentaram o prato de ontem? Acharam difícil? 
Fim de semana farei um UPDATE nas postagens para esclarecer alguns pontos, assim acredito ficar mais fácil para tudo mundo, certo? 

Então vamos lá ao que interessa... 

Seguindo essa linha VEGANA, hoje trago essa receita de charutinho de couve manteiga recheado com PTS, que é sensacional -  e não adianta torcer o nariz!
Fica uma delícia e engana muito bem. Sabe qual o segredo?
Bicarbonato de sódio e tempero na medida certa! 
Quase todo mundo sabe que o Sossega ainda não é minha única atividade profissional, e entre as colegas de trabalho, sempre que há oportunidade, surge um comentário engraçado em que elas brincam com minha mania de citar que o "bicarbonato de sódio"  é solução para quase tudo!! 
Soa engraçado, mas de fato esse ingrediente resolve muita coisa: retirar o sabor de papelão e guardado dos ingredientes desidratados. deixar bolos fofinhos, remover manchas de roupas, remover odores em geral, aliviar azia, cicatrizar pequenas úlceras bucais (aftas), e mais uma infinidade de coisas dignas de uma "bíblia" farmacopeica! 
Portanto, tenha-o sempre a mão - é imprescindível!!

Vamos à receita? 



Charutinho de couve manteiga com PTS


Ingredientes: 

1 maço de couve manteiga fresquinha
2l de água fervente (aproximadamente)
2L de água fria (aproximadamente)
2 xícaras de PTS 
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
2 xícaras de arroz de sua preferência cozido
1 cebola média picadas (bem pequenas)
3 dentes de alho (sem o gérmen) picados e amassados
1 colher de chá de pimenta síria
1 colher de chá de zahtar
1 colher de chá de hortelã desidratada
2 colheres de sopa de salsinha picada fresca (ou congelada)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
2 xícaras de chá de molho vermelho (use o molho de tomates da receita anterior) - opcional
sal a gosto


Modo de preparo

- Hidrate o PTS em uma solução com 4 xícaras de água fria e duas colheres de chá de bicarbonato de sódio; deixe descansar por cerca de uma hora. Após o descanso, escorra o PTS, enxague bem em água corrente e deixe novamente de "molho" na água limpa (o suficiente para cobrir) por mais 30 minutos. Escorra e esprema bem e reserve. 
- Coloque 2 litros de água para ferver em uma panela funda.
- Em uma panela ou frigideira funda aqueça o azeite e doure a cebola. Quando estiver bem amarelinha, doure o alho. Acrescente a PTS escorrida e refogue rapidamente. Acrescente a pimenta síria e o zahtar e misture bem para incorporar. Acrescente o arroz, misture bem e em seguida, coloque a hortelã. Deixe secar por alguns minutos, quando estiver bem soltinho e exalando o aroma dos temperos, acrescente a salsa, corrija o sal, mexa bem, desligue o fogo e reserve. 
- Mergulhe as folhas de couve (uma a uma) na água fervente por cerca de 2 minutos (somente para amolecer) e com o auxílio de uma pinça ou garfo, retire. Corte o talo central (como mostra essa receita aqui), coloque duas colheres de sopa do recheio (PTS + Arroz) formando um "montinho" e faça as trouxinhas. 
- Regue um refratário com azeite, pré-aqueça o forno a 180° e vá acomodando os charutinhos. Quando preencher todo o refratário, despeje o molho de tomates, cubra com papel alumínio e leve ao forno por cerca de 30' a 40'. 
- Sirva com salada ou puro mesmo, fica leve e muito saboroso. 


Observações: 

- Utilize aquele arroz de ontem na receita: assim você evita o desperdício. 
- O lado brilhante do papel alumínio sempre fica para o lado do alimento.
- Essa receita foi baseada nessas receitas originais disponíveis aqui e aqui.
- Você pode fazer esses mesmos charutinhos com repolho ou acelga, ficam mais suaves que a couve, mas muito menos coloridos!! 
- Faça alguém provar e não comente que é PTS e pergunte o que ela acha... aqui em casa a reação foi surpreendente! 


E aí, vai arriscar? 
Faça um esforço e prepare uma alimentação sem carne uma vez por semana! 
Aposto que você não vai se arrepender! 

Abraço grande! 






quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma pausa na carne: Tarte de Berinjela Vegana!

E aí sossegados, tudo bem? 

Como prometi - embora já passe da meia noite - hoje tem post vegano no Blog do Sossega. 
Ganhando cada vez mais atenção e espaço, o movimento vegano - que defende a ideia de que outros animais não são alimento - acabou por levantar também a bandeira da sustentabilidade, da saúde e da longevidade. 
Prova disso são os  vários artigos relacionando o câncer ao consumo da carne - principalmente da carne industrializada - e embora não muito conclusivos, são bastante enfáticos e coerentes. 
Ou seja, assusta e nos faz repensar. 
Lembro que minha mãe sempre utilizou muito bem o PTS - proteína texturizada de soja  e vários outros ingredientes que substituíssem a carne, e empregava isso com frequência em nossa alimentação.  
Na real o motivo não era bem"ideológico", mas um misto de economia e opção saudável, por isso o gosto de "papelão" da PTS e a substituição da carne por um bom risoto de legumes ou um guisado, nunca me causaram estranhamento. 
Enfim, como já está tarde e quero muito compartilhar duas experiências com vocês, não vou me estender muito neste bate-papo, mas prometo que amanhã a gente se delonga mais, certo? 
Vamos ao que interessa? 
Semanas atrás eu procurei algo que pudesse substituir o queijo em alguns preparos, pois tenho algumas solicitações específicas - encomendas e propostas de eventos - para o público vegano.
Eis que encontrei o "Mandiokeijo" um preparado em pó a base de mandioquinha e feijão branco que substitui o queijo e se assemelha um pouco na textura e no sabor. Para mim ele parece mais um "creme de queijo", mas funciona e é bem saboroso. 
Na receita de hoje, utilizei esse preparado para rechear e finalizar o prato e ficou uma delícia! 
Confere aí! 



Tarte Vegano de Berinjela com Couve


Ingredientes: 
1 Berinjela média 
1/2 porção preparada de "mandiokeijo" cremoso
6 tomates pelados e sem semente picados
1 cebola picada
1 alho poró picado (somente a parte branca)
1 cenoura média sem casca ralada no ralo fino
Azeite de oliva extra virgem
Salsinha a gosto
Manjericão a gosto
6 folhas de couve manteiga picadas em tiras finas
2 dentes de alho (sem o gérmen central) picado
Sal a gosto
Pimenta branca a gosto


Modo de preparo:

- Corte a berinjela em rodelas de aproximadamente meio centímetro e coloque de molho em uma solução de um litro de água e uma colher de sopa de sal por cerca de 40 minutos. 
- Prepare um molho de tomates: Leve uma panela ao fogo baixo, aqueça o três colheres de sopa de azeite e doure a cebola picada , em seguida acrescente a cenoura ralada. Mexa e deixe dourar bem por alguns minutos. Acrescente o alho poró picado, quando começar a dourar, acrescente os tomates bem picados, tampe a panela e deixe ferver. Observe sempre se é necessário acrescentar mais azeite. Quanto levantar a fervura, acrescente cerca de meia xícara de água quente e junte a salsinha e o manjericão picados. Se necessário coloque mais azeite e mantenha o fogo baixo até encorpar. O ideal é deixar várias horas no fogo, mas como nem sempre temos esse tempo todo, deixei por cerca de uma hora, sempre observando se era necessário acrescer azeite ou água. 
- Prepare o mandiokeijo conforme as instruções na embalagem e reserve. 
- Em uma frigideira, aqueça duas colheres de azeite, doure o alho picado e em seguida acrescente a couve. Refogue-a e quando começar a murchar, desligue o o fogo e reserve. 
- Pré aqueça o forno a 180º.
- Escorra as berinjelas e disponha rodelas em uma assadeira untada com azeite. Regue as rodelas com azeite, salpique pimenta branca e sal. Em seguida monte os "tartes" intercalando uma camada de mandiokeijo, molho, couve, molho e termine com uma rodela de berinjela. Regue novamente com azeite, salpique pimenta branca e sal e cubra com molho e mandiokeijo. 
- Se preferir, salpique orégano também e leve ao forno por cerca de 40 minutos. 


Observações: 

- Não costumo tirar a casca da berinjela, mas se você quiser pode fazer também. 
- Você pode utilizar a receita de molho que publiquei aqui, também ficará ótimo! Também pode usar um outro molho de sua preferência ou até mesmo um molho pronto, afinal tudo depende da sua disponibilidade de tempo e dos ingredientes que você tem em casa! 
- Essa receita serve bem 2 pessoas, fica ótima se acompanhada com arroz e demanda umas duas horas para ficar pronta. 
- Não contém glúten, lactose, ovos nem carne - então é ÓTIMA para celíacos além de possuir todos os benefícios da berinjela. 



E aí, vai arriscar esse novo sabor? 
Depois é só contar pra gente! 
Abraço grande! 







P.S.: Não vão pensar que é "publi", na verdade estou só compartilhando a experiência e divulgando o contato do fornecedor, a Livre e Leve que atende e entrega em Jaraguá do Sul. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O que tem na geladeira e na despensa: O falso risoto que nos salva da fome!

Salve salve Sossegados! 
Tudo bem? Tudo frio? 

Hoje vamos falar do RISOTO, aquele lindo e delicioso prato tradicional que quase todo mundo gosta: seja de frango, de carne, de funghi, de camarão, de queijos, verde e até de berbigão (ou vôngole para os italianíssimos), não importa! É só falar nele que penso naquele arroz cremoso (hummm....),  cheio de temperos (hummmmmm²....) e hiper saboroso! 
Salivou? 
Então vou te contar que o risoto é fruto de um acidente culinário! 
Sim, um acidente que acabou aprovado e reconhecido mundialmente, e até hoje enche os olhos - e a boca dos comilões e degustadores de plantão! 
Valerio de Fianders, belga, mestre na arte da vidraçaria e um excelente cozinheiro,  trabalhava na construção da Catedral de Milão e utilizava inúmeros condimentos e corantes naturais em suas obras. Eis que no casamento de sua filha, Valerio ao preparar o risoto oferecido aos convidados, deixou cair acidentalmente - talvez em sinal de ciúmes da filha - um pedaço de açafrão tingindo o prato de amarelo...
E foi assim que nasceu a receita original: o "Risotto alla Milanese"!  
Tradicionalmente utiliza-se o arroz arbóreo - mais barato e muito comum em risotos que levam carne, ou o arroz carnaroli, de origem sarracena (árabe / muçulmana), que é um arroz pequeno com grande concentração de amido -  o que faz a "liga" e dá aquele aspecto "cremoso". 
O vinho, ingrediente encontrado na maioria das receitas por aí, é utilizado para fazer o amido se soltar dos grãos e conferir a medida certa de cremosidade, embora muitas pessoas utilizem o creme de leite para surtir o mesmo efeito no arroz comum - o que eu não acho muito interessante e prefiro utilizar o requeijão ou a manteiga mesmo, mas aí é da preferência de cada um.
Bom, mas como a conversa aqui não é exatamente sobre um legítimo "Risotto" e sim sobre um "Falso Risoto", quem quiser mais informações sobre como usar esses grãos especiais, tem algumas dicas bacanas nesses links aqui e aqui - então é só se arriscar! 
A questão é que nem sempre dispomos de "numerário" para comprar aquele arroz especial e um bom vinho branco para preparar um autêntico risoto! A realidade é que muita gente prepara suas refeições na véspera e necessita lançar mão daquilo que tem em casa, e o que acontece é que muitas vezes falta a criatividade e bate aquela preguiça - por não saber utilizar os ingredientes ou por simples medo de arriscar e fazer de um momento prazeroso resultar numa bela "gororoba"! 
Em casa, sempre arrisco o que chamo de "risotinho" pois muitas vezes sobra "um pouco de tudo" na despensa - fruto das experimentações e pesquisas que faço para montar os cursos e as propostas de eventos do Sossega. 
É aí que a cabeça, durante o dia, começa a fazer as ligações do tipo: isso combina com isso, com esse tempero, com aquele sabor, e tem na geladeira aquele outro que sobrou daquela situação... e de repente, aparece aquela sensação de mágica... e lá vou eu para a cozinha inventar mais uma receita! 
Então só para ilustrar essa conversa básica, vou passar aqui algumas diretrizes dos últimos "risotinhos" que fiz, mas não se tratam exatamente de uma receita completa... isso é você quem pode montar de acordo com aquilo que você dispõe! 
Vamos lá? 


Fotos: "Risotinho" de Tomate Seco e "Risotinho" de Grão de Bico


Falso Risoto de Tomate Seco com Ervilhas

Ingredientes: 

- 5 xícaras de cafézinho de arroz parbolizado (o amarelo mesmo, de todo dia!)
- 150g de ervilha seca
- 50 g de tomate seco desidratado
- 1 cebola pequena bem picadinha
- 2 dentes de alho micados e amassados com o garfo
- 1/2 collher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/2 colher de chá de páprica picante
- 1 pitada de noz moscada em pó
- cebolinha verde a gosto
- 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
- 1 colher de sopa de requeijão cremoso
- Água (aproximadamente 2,5l)
- Azeite de oliva
- Sal a gosto


Modo de preparo: 

- Deixe as ervilhas de molho por cerca de uma hora e depois leve-as para cozinhar na panela de pressão. Quando a panela chiar, conte 20 minutos e desligue, deixando a pressão sair normalmente. 
- Hidrate os tomates secos em uma solução com água e bicarbonato de sódio por 40 minutos. Após este período, lave os tomates secos em água correntes e verifique se já estão bem macios. Deixe de molho na água até a hora de utilizar.
- Em uma panela aqueça o azeite em fogo baixo e doure a cebola, em seguida o alho. Se preferir lave o arroz, escorra e coloque-o para fritar um pouco com a cebola e o alho. Sempre em fogo baixo, acrescente a páprica, a noz moscada e uma colher de chá de sal diluídos em um copo americano de água. Mexa rapidamente e acrescente água equivalente ao triplo da quantidade de arroz que você tem na panela (são sempre duas partes de água e uma de arroz). Para o arroz amarelo não necessita aquecer a água, então coloque água fria, mas deixe uma chaleira com água fervendo caso precise acrescentar mais água durante o processo. 
 - Observe sempre o seu ponto e quando a água estiver começando a secar, pique o tomate seco e acrescente ao arroz. Mexa, se necessário acrescente água quente e deixe cozinhar mais alguns minutos. 
- Quando começar a secar novamente, escorra as ervilhas e acrescente-as a mistura. É provável que neste momento você não precise mais acrescentar muita água, mas se necessário, acrescente sempre bem aos poucos para não empapar. Observe se a ervilha está macia e se estiver, acrescente o queijo ralado e o requeijão e mexa bem para incorporar. 
- Nesta altura o arroz estará com cara de risoto e você pode acrescentar mais sal se achar necessário.
- Deixe secar mais alguns minutos e sirva regado com azeite de oliva e cebolinha verde picada. 
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Falso Risoto de Grão de Bico com Pimentão Amarelo e Gengibre

Ingredientes: 

- 5 xícaras de cafézinho de arroz parbolizado (o amarelo mesmo, de todo dia!)
- 150g de grão de bico
- 1 pimentão amarelo sem a parte branca e sem sementes picado
- 1 cebola pequena bem picadinha
- 2 dentes de alho micados e amassados com o garfo
- 1 colher de chá de açafrão
- 1 pedaço pequeno de gengibre descascado e picado
- cebolinha verde a gosto
- 1 xícara de cafezinho de salsinha picada
- 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
- 1 colher de sopa de requeijão cremoso
- Água (aproximadamente 2,5l)
- Azeite de oliva
- Sal a gosto

Modo de preparo: 

- Deixe o grão de bico de molho por cerca de uma hora e depois leve-os para cozinhar na panela de pressão. Quando a panela chiar, conte 20 minutos e desligue, deixando a pressão sair normalmente. 
- Em uma panela aqueça o azeite em fogo baixo e doure a cebola, em seguida o alho. Se preferir lave o arroz, escorra e coloque-o para fritar um pouco com a cebola e o alho.  Sempre em fogo baixo, acrescente o açafrão e o gengibre e deixe fritar alguns minutos com o arroz para liberar o aroma. Acrescente uma colher de chá rasa de sal diluída em um copo americano de água. 
- Para o arroz amarelo não necessita aquecer a água, então coloque água equivalente ao triplo da quantidade de arroz que você tem na panela (são sempre duas partes de água e uma de arroz), mas deixe uma chaleira com água fervendo caso precise acrescentar mais água durante o processo. 
- Mexa rapidamente e deixe o arroz cozinhar normalmente. Observe sempre o seu ponto e quando a água estiver começando a secar, acrescente o pimentão picado. Mexa novamente, e se necessário acrescente água quente e deixe cozinhar mais alguns minutos. 
- Quando começar a secar novamente, escorra o grão de bico e acrescente-os a mistura. É provável que neste momento você não precise mais acrescentar muita água, mas se necessário, acrescente sempre bem aos poucos para não empapar. 
- Acrescente o queijo ralado, o requeijão e mexa bem para incorporar. Em seguida acrescente a salsinha. Nesta altura o arroz estará com cara de risoto e você pode acrescentar mais sal se achar necessário.
- Deixe secar mais alguns minutos e sirva regado com azeite de oliva  e salsa fresca.

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E aí gostou? 
Essas foram as duas versões que fiz em casa nas últimas semanas e utilizei os ingredientes disponíveis.
Gosto de usar a combinação de arroz + leguminosa + outro legume para fazer esse "falso risoto". As vezes utilizo berinjela e lentilha, lentilha e as três cores de pimentão, ou até mesmo brócolis, chuchu e alho poró... O que importa é fazer algo saboroso, de certa forma saudável e sem grandes sofisticações evitando o desperdício. Com relação aos temperos você pode personalizar como quiser, mas vale sempre pesquisar como um ou outro funciona, qual a "pungência" de determinadas ervas, etc. Há sempre bons livros e bons sites culinários falando sobre isso, então só erra quem quer! 
Notem que posto muitas coisas sem carne, pois durante a semana evito bastante seu consumo - mas estou longe de ser vegetariana ou vegana... é uma questão de hábito e gosto mesmo, que tem origem em uma história magnífica de família, que um dia conto pra vocês! 

E por hoje é isso aí! 
Abraço grande! 


P.S.: Semana que vem tem novidades com os primeiros registros dos cursos de S.O.S culinário do Sossega! AGUARDEMMM!!!! 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Petisco caseiro com carinha de bar: Azeitonas empanadas e bolinho de arroz!

Salve salve sossegados!!! 

E aí todo mundo animado para o jogo no sábado? 
Conheço um montão de gente que "detesta" futebol, mas na Copa... "PIRA". 
Vale o que vier: pipoca, petisco, salgadinho, cerveja gelada, feijoada, e até unha roída. 
O que vier, morre! 
Como o próximo jogo é no sábado e muita gente vai assistir em casa reunindo os amigos, resolvi postar aqui duas receitinhas bem simples de petiscos baratos, rápidos e fáceis para vocês oferecerem, além é claro, da tradicional cervejinha bem gelada e da pipoca - só não vale fazer pipoca no microondas, hein? 
Se você não bebe, não tem problema! Capriche servindo um suco refrescante de abacaxi com hortelã, que fica tudo certo! 
Esses tempos atrás postamos a receita dos Onion Rings que fez um baita sucesso por aqui, lembram? Essa receita junto com essas duas outras que postarei hoje, foram parar no caderno Gourmet do jornal Folha SC como sugestão para "Petiscos da Copa"! Vocês também podem acessar a matéria completa neste link aqui, caso queiram conferir! 
A receita da azeitona foi sugestão da minha amiga Carolina Figueiredo que me encaminhou via página do facebook e os bolinhos de arroz são receita de família.

Vamos lá? 





Azeitonas Empanadas:

Ingredientes:
- Aproximadamente 250g de azeitonas verdes sem caroço (drenadas)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 xícaras de farinha de rosca
- 2 ovos
- 500ml de óleo (aproximadamente) para fritar

Modo de preparo:
- Quebrar os ovos e retirar a pele da gema (membrana) com as mãos ou com auxílio de uma peneira. Bater ligeiramente com um fouet (batedor de arame) ou garfo e reservar.
- Peneirar a farinha de trigo e colocá-la em um prato suficientemente grande. Passar as azeitonas na farinha de trigo e em seguida nos ovos batidos.
- Colocar a farinha de rosca em um saco plástico e derrubar as azeitonas besuntadas dentro e mexer o saquinho, assim elas vão ficar totalmente cobertas com a farinha de rosca. Se preferir pode-se simplesmente despejar a farinha de rosca em uma vasilha e colocar as azeitonas besuntadas lá e mexer bem para que a farinha de rosca grude.
- Aquecer o óleo e fritar as azeitonas em óleo bem quente, por cerca de um a dois minutos até dourar. Escorrer em uma peneira de aço e depois servir.

Rende uma porção pequena e leva no máximo 40 minutos no preparo!

Se quiser incrementar, pode-se acrescentar 2 colheres de queijo parmesão ralado a farinha de rosca. Fica incrível, mas bem salgado, então é interessante servir com um molho neutro. 
Se vocês quiserem conferir a receita original sugerida pela Carolina, é só acessar esse vídeo aqui, no youtube: 

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Bolinho de arroz:

Embora muito comuns, as pessoas fazem esses bolinhos “a olho” e cada um tem uma forma especial de preparar a sua receita. Eis aqui a do Sossega:

Ingredientes:
- 1,5 xícara de arroz cozido (pode ser preparado na hora ou já reaproveitado de sobras do almoço ou janta do dia anterior)
- 1,5 xícara de leite na temperatura ambiente (aproximadamente)
- 1,5 xícara de farinha de trigo (aproximadamente)
- 1 ovo
- 2 colheres de sopa de chá de queijo parmesão ralado
- Cheiro verde (salsinha e cebolinha) a gosto
- Sal (se necessário)
- 500ml de óleo (aproximadamente) para fritar

Modo de Preparo:
- Colocar o arroz já cozido com um pouco de leite em uma panela e levar ao fogo baixo, sempre mexendo até ferver. Depois retirar do forno e aguardar esfriar. (Esse processo não é obrigatório, mas deixa o arroz mais tenro e molinho)
- Com o arroz frio, acrescentar o ovo sem a pele e misturar com a ponta dos dedos. Acrescentar o queijo ralado, e aos poucos a farinha e o leite e misturar com as mãos até dar o ponto de fazer bolinhas não muito moles (com a consistência de uma massa mais grossa que a do bolinho de chuva, mas que possa ser “pingada” com o auxílio de uma colher).
- Acrescentar o cheiro verde e o sal.
- Aquecer o óleo e fritar os bolinhos “pingando” e moldando com o auxílio de uma colher. Basta deixar dourar por inteiro, sempre virando e cuidando para que o óleo não esfrie e eles fiquem ensopados.
- Escorrer em uma peneira de alumínio e servir.

Rende cerca de vinte bolinhos pequenos  e leva aproximadamente 45 minutos para ficar pronta (com o arroz já cozido)

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Quero só ver a versão de vocês hein? 
E aguenta que sexta tem mais delícias para vocês! 

Abraço grande! 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Panela de pressão, carne e cerveja preta: Bom pra solteiro!

Salve salve, sossegados!

Essa semana abrimos o blog do Sossega com uma receita que vai fazer a cabeça de muita gente que não sabe cozinhar e que não gosta de perder muito tempo na cozinha: A Carne de Preguiçosa na cerveja, que já apareceu no Caderno Gourmet do Jornal Folha SC de abril.
Muito prática, barata e rápida, executar essa delícia só tem um porém: você precisa de uma panela de pressão!
Senti um clima de suspense e um frio da barriga de muita gente aí do outro lado da tela, mas acredito que o medo da tão famigerada panela, muitas vezes vem alimentado por mitos e lendas, que assim como as receitas, são passados de geração em geração!
Percebo que  tudo isso é um grande mal entendido e preconceito com um utensílio que considero imprescindível e altamente recomendável aos solteiros de plantão!
Logo que mudei de cidade e vim morar sozinha aqui em Jaraguá do Sul, um dos primeiro itens que ganhei de presente da minha mãe foi uma panela de pressão da marca "Clock" de 4,5L - que me acompanha até hoje e confesso que foi um sufoco, nas primeiras semanas cozinhar sem o auxílio dela! Eram horas cozinhando feijão, ervilhas, grão de bico... 
Extremamente útil, essa "ferramenta" já foi sim muito perigosa, mas hoje muita coisa mudou e podemos encontrar diversos modelos no mercado com inúmeros dispositivos de segurança: basta seguir as instruções que acompanham a embalagem da marca que você escolher e fazer sempre a limpeza e manutenção correta que não tem erro, sua parceira de cozinha sobreviverá por anos sem causar acidentes.
O ideal é que se troque a borracha a cada ano e é importante que se compre o modelo correto da borracha, pois cada tipo de tampa tem um encaixe; portanto nada de comprar as borrachinhas genéricas! 
 Na dúvida aconselho levar suas panelas em um local que faça a manutenção das mesmas, como "Hospitais de Panelas", onde você pode trocar válvulas, cabos, tampas, borrachas de vedações e outros equipamentos pertinentes não somente a panela de pressão mas a qualquer outra panela... e por favor, por amor a vida não permita que seu vizinho coloque um parafuso na válvula de segurança dizendo que "assim também funciona".
Outra dica útil é nunca ultrapassar a medida de "três dedos" abaixo da tampa, pois deverá sempre sobrar um espaço para o vapor circular, e se caso você a coloque no fogo e não fizer pressão na válvula, desligue-a imediatamente pois a mesma pode estar entupida e precisa ser desobstruída! Então nada de esquecer a panela no fogo e dar as costas para assistir ao jogo do Brasil, certo? 

Abaixo selecionei algumas imagens de panelas de pressão de diversos modelos - e preços que variam de R$ 70,00 a R$ 1.500,00 (sim, tudo isso por uma panela fantástica e linda... é o poder do "design", da tecnologia, da função e do marketing - mas sobre isso falaremos outro dia, ok?) que podem te auxiliar em sua aquisição! 

Fonte: magazineluiza.com e buscape.com




Bem, já ficou claro que sou total adepta de uma "pressãozinha" na cozinha e acredito que é um investimento válido! Para quem é solteiro uma panela pequena, de 4,5L é mais que suficiente e nela vocês podem executar inúmeras receitas que vão muito além do feijão e da sopa. 
Pode-se fazer carne de panela, churrasco de panela de pressão, pudins, doces, massas e uma infinidade de aromas e sabores invadirão sua casa... 
Se você ainda ficou com medo e com dúvidas, pode consultar nesses links aqui, aqui e aqui, pois foi onde busquei informações, algumas até eu mesma desconhecia, e foi bem interessante aprender!


E agora, bora lá anotar a receita? 

Antes de mais nada vou esclarecer que vocês encontrarão duas opções: a receita original, que contém caldo industrializado e molho pronto, aditivos que hoje eu desaprovo e evito ao máximo - mas quem não tem muita intimidade com a culinária e muito menos dispõe de tempo, vale lançar mão até ampliar o seu,  vamos dizer, "repertório aromático-gustativo-apaixonante"! 
Mas quem quiser se arriscar já, vale a receita modificada do Sossega que é ligeiramente mais trabalhosa, mas fica triplamente mais saborosa e dispensa os caldinhos e molhos industrializados! 
Ah e a cerveja... bem, aos poucos vamos descobrindo que quase tudo o que envolve cerveja, vinho e cachaça no cozimento fica macio e derrete na boca - aliás é uma boa pedida pra assistir ao jogo da Seleção no domingo com a casa cheia de amigos, não acham? 
Confere aí! 




Carne de Preguiçosa na Cerveja Preta

Receita Original:

Ingredientes:

- 1kg de posta vermelha
- 1 long neck de cerveja preta
- 1 lata de massa de tomate
- 1 cubo de caldo de carne.

Modo de preparo:

- Colocar a carne picada em cubos e demais ingredientes em uma panela de pressão, fechar e levar ao fogo até chiar. Contar 30 minutos e desligar o fogo; deixar a pressão sair naturalmente e servir.


Receita Modificada pelo Sossega Ofélia:

Ingredientes:

- 1 kg de posta vermelha ou coxão duro
- 1 long neck de cerveja preta
- 4 tomates
- 250ml de água (meio copo americano)
- 1 cebola média
- 3 dentes de alho
- Coentro desidratado a gosto
- Páprica picante a gosto
- 1 colher de sopa rasa de sal
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva (aproximadamente)

Modo de preparo:

- Descascar e picar a cebola em cubos bem pequenos e reservar.
- Colocar os tomates de molho na água quente por alguns minutos até soltar a pele. Depois basta retirar a pele, cortar os tomates ao meio, retirar a sementes e reservar.
- Descascar e cortar os dentes de alho ao meio, retirando o gérmen (miolo). Depois picar em cubinhos pequenos e esmagar rapidamente com um garfo. Reservar.
- Cortar a carne em cubos grandes, retirando as capinhas de gordura possíveis.
- Em uma panela de pressão, aquecer o azeite (sem queimar) e colocar a cebola para dourar. Quando já estiver quase transparente, acrescentar o alho e deixar dourar por mais alguns minutos. O alho não deve torrar.
- Quando a cebola e o alho estiverem dourados, acrescentar o sal, o coentro e a páprica picante e deixar fritar por alguns segundos para que solte o aroma. Em seguida acrescente a carne e deixe selar (fritar por fora). Mexa a carne com cuidado se necessário para que sele em todos os lados.
- Enquanto a carne sela, bata o tomate e a água no liquidificador. A consistência será de um molho bem fluído. Após bater, verificar se a carne já está selada e acrescentar este “molho” e a cerveja preta na panela.
- Tampar a panela e deixar cozinhar no fogo médio até pegar pressão. Quando a panela “chiar”, conte 25 minutos e desligue. Deixe a pressão sair normalmente, abra e prove o sal. Se necessário, acrescente mais sal e deixe cozer por mais alguns minutos com a tampa aberta para evaporar um pouco a água e o molho ganhar corpo.
- Esse processo não é obrigatório, é apenas uma finalização e fica a gosto do cozinheiro.

Observações:

- O coentro pode ser substituído pela salsinha fresca.
- Cuidado ao colocar coentro, ele é aromático e pungente.
- Não recomendo acrescentar mais sal, mas como mencionei, fica a gosto do cozinheiro.
- Essa carne leva cerca de uma hora para ficar pronta, e essa receita serve bem 4 pessoas, acompanhada com arroz e salada verde. 

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Abraço grande e boa degustação!!