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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Petisco caseiro com carinha de bar: Azeitonas empanadas e bolinho de arroz!

Salve salve sossegados!!! 

E aí todo mundo animado para o jogo no sábado? 
Conheço um montão de gente que "detesta" futebol, mas na Copa... "PIRA". 
Vale o que vier: pipoca, petisco, salgadinho, cerveja gelada, feijoada, e até unha roída. 
O que vier, morre! 
Como o próximo jogo é no sábado e muita gente vai assistir em casa reunindo os amigos, resolvi postar aqui duas receitinhas bem simples de petiscos baratos, rápidos e fáceis para vocês oferecerem, além é claro, da tradicional cervejinha bem gelada e da pipoca - só não vale fazer pipoca no microondas, hein? 
Se você não bebe, não tem problema! Capriche servindo um suco refrescante de abacaxi com hortelã, que fica tudo certo! 
Esses tempos atrás postamos a receita dos Onion Rings que fez um baita sucesso por aqui, lembram? Essa receita junto com essas duas outras que postarei hoje, foram parar no caderno Gourmet do jornal Folha SC como sugestão para "Petiscos da Copa"! Vocês também podem acessar a matéria completa neste link aqui, caso queiram conferir! 
A receita da azeitona foi sugestão da minha amiga Carolina Figueiredo que me encaminhou via página do facebook e os bolinhos de arroz são receita de família.

Vamos lá? 





Azeitonas Empanadas:

Ingredientes:
- Aproximadamente 250g de azeitonas verdes sem caroço (drenadas)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 xícaras de farinha de rosca
- 2 ovos
- 500ml de óleo (aproximadamente) para fritar

Modo de preparo:
- Quebrar os ovos e retirar a pele da gema (membrana) com as mãos ou com auxílio de uma peneira. Bater ligeiramente com um fouet (batedor de arame) ou garfo e reservar.
- Peneirar a farinha de trigo e colocá-la em um prato suficientemente grande. Passar as azeitonas na farinha de trigo e em seguida nos ovos batidos.
- Colocar a farinha de rosca em um saco plástico e derrubar as azeitonas besuntadas dentro e mexer o saquinho, assim elas vão ficar totalmente cobertas com a farinha de rosca. Se preferir pode-se simplesmente despejar a farinha de rosca em uma vasilha e colocar as azeitonas besuntadas lá e mexer bem para que a farinha de rosca grude.
- Aquecer o óleo e fritar as azeitonas em óleo bem quente, por cerca de um a dois minutos até dourar. Escorrer em uma peneira de aço e depois servir.

Rende uma porção pequena e leva no máximo 40 minutos no preparo!

Se quiser incrementar, pode-se acrescentar 2 colheres de queijo parmesão ralado a farinha de rosca. Fica incrível, mas bem salgado, então é interessante servir com um molho neutro. 
Se vocês quiserem conferir a receita original sugerida pela Carolina, é só acessar esse vídeo aqui, no youtube: 

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Bolinho de arroz:

Embora muito comuns, as pessoas fazem esses bolinhos “a olho” e cada um tem uma forma especial de preparar a sua receita. Eis aqui a do Sossega:

Ingredientes:
- 1,5 xícara de arroz cozido (pode ser preparado na hora ou já reaproveitado de sobras do almoço ou janta do dia anterior)
- 1,5 xícara de leite na temperatura ambiente (aproximadamente)
- 1,5 xícara de farinha de trigo (aproximadamente)
- 1 ovo
- 2 colheres de sopa de chá de queijo parmesão ralado
- Cheiro verde (salsinha e cebolinha) a gosto
- Sal (se necessário)
- 500ml de óleo (aproximadamente) para fritar

Modo de Preparo:
- Colocar o arroz já cozido com um pouco de leite em uma panela e levar ao fogo baixo, sempre mexendo até ferver. Depois retirar do forno e aguardar esfriar. (Esse processo não é obrigatório, mas deixa o arroz mais tenro e molinho)
- Com o arroz frio, acrescentar o ovo sem a pele e misturar com a ponta dos dedos. Acrescentar o queijo ralado, e aos poucos a farinha e o leite e misturar com as mãos até dar o ponto de fazer bolinhas não muito moles (com a consistência de uma massa mais grossa que a do bolinho de chuva, mas que possa ser “pingada” com o auxílio de uma colher).
- Acrescentar o cheiro verde e o sal.
- Aquecer o óleo e fritar os bolinhos “pingando” e moldando com o auxílio de uma colher. Basta deixar dourar por inteiro, sempre virando e cuidando para que o óleo não esfrie e eles fiquem ensopados.
- Escorrer em uma peneira de alumínio e servir.

Rende cerca de vinte bolinhos pequenos  e leva aproximadamente 45 minutos para ficar pronta (com o arroz já cozido)

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Quero só ver a versão de vocês hein? 
E aguenta que sexta tem mais delícias para vocês! 

Abraço grande! 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nossa história luso-brasileira: O bacalhau dos "Palma".

Salve salve sossegados!

Essa postagem tem gostinho de tempero de família, daquelas receitas recheadas de histórias que passamos de geração em geração. Na verdade a promessa era domingo, mas por falta de algumas confirmações familiares, acabei deixando para postar somente hoje, na segunda feira! 
Minha ascendência lusitana, inegável nos meus traços físicos, também o é nos hábitos culinários: O gosto pelo azeite de oliva em tudo, a paixão pelos doces cristalizados e de compota e a predileção pelo famoso bacalhau são algumas das confirmações - e das lembranças que trago sempre junto a memória.
Lembro das festas religiosas - especialmente Páscoa e Natal, onde não faltavam muitos doces e é claro muito bacalhau; em especial uma receita praticada desde os meus tataravós, que se assemelha a uma moqueca de peixe assada. 
Para falar do bacalhau, antes é necessário compreender que essa "vedete" da culinária portuguesa, é oriunda de várias espécies de peixe, em provenientes das águas frias do atlântico norte, mais especificamente da Noruega e do Canadá. 
Portugal tornou-se o maior beneficiador deste tipo de alimento devido aos "desbravadores", que se aventuravam mar adentro - afinal o sal é um dos conservantes mais antigos, eficientes e baratos, tornando-se então uma forma viável e eficaz de se prover a fonte de proteínas durante as grandes navegações,  além de elevar o preço do produto na comercialização.  
A espécie de peixe que dá origem ao mais caro - e melhor - bacalhau conhecido como "bacalhau do porto" é o Ghadus Morua. Ao cozinhá-lo, ele se desmancha em lascas uniformes e é mais amarelado, de sabor inigualável. Já encontrei essa iguaria custando cerca de R$ 60,00 / Kg, contra singelos R$ 28,00 /kg do similar mais próximo em sabor e qualidade. 
Com as altas dos preços hoje, há opções "genéricas" de peixes salgados "Made in China", que se aproximam (meio de longe) do sabor do bacalhau "original", mas a textura é totalmente diferente, pois eles desfiam mais e os filés são mais finos. 
Li também algo sobre o bacalhau brasileiro, o pirarucu, originário da Amazônia - que honestamente nunca experimentei, mas se vocês quiserem dar uma "bisolhada" nesses links
 aqui,  e  aqui, das Revistas Superinteressante e da revista Adega, respectivamente, poderão encontrar mais informações! 
Agora chegando ao ponto crítico: o cheiro! Quanto a isso, acredito que seja tudo a mais ou menos a mesma coisa em um primeiro momento: lembra o cheiro de dobradinha e infesta todo o ambiente em que se está cozinhando. 
Portanto, é necessário alguns cuidados, que só fui aprender depois de consultar meus sábios oráculos - entenda-se mãe, tias e vovó, afinal elas são peritas nisso há muito mais tempo que eu! 
Para começar, o ideal é lavar o bacalhau  em água corrente retirando a camada grossa de sal e depois deixá-lo de molho na água por 12 horas, pelo menos, sempre trocando a água a cada 3 horas. Depois de dessalgar, para sair o cheiro forte, é necessário aferventá-lo em uma solução de água, vinagre e bicarbonato de sódio por cerca de 40 minutos, e em seguida aferventar novamente em água limpa. 
Esse pré preparo é indispensável, pois do contrário seu prato pode até ficar saboroso, mas o cheiro não será nada aprazível e vai acabar estragando o paladar de qualquer uma das inúmeras receitas disponíveis na internet e nos livros (sejam elas de ensopado, bolinho, escondidinho, lasanha, moqueca, etc).
Falando em receitas,  uma  das mais famosas e folclóricas é o a do "Bacalhau a Gomes de Sá, o criador do prato típico do norte de Portugal. Apesar da simplicidade, este prato torna-se saboroso e especial devido ao preparo,  que após todo aquele processo de "dessalga" e "aferventamento", a receita propõe que as postas marinem no leite, fazendo com que elas absorvam mais água - devido a gordura do leite - e fiquem tenras. 
Já a receita da família Palma - da qual sou descendente - varia um pouco nos ingredientes mas também é extremamente simples e leva camadas de batatas pré cozidas e sem casca, cebolas em rodelas, tomates em rodelas, pimentões (que com o passar dos anos fomos abandonando o uso) e é claro, o bacalhau desfiado grosseiramente. Por ser uma tradição quase que "verbal", cada um adaptou seus gostos e temperos com o passar do tempo, mas a gênese e sabor de infância permanecem inalterados! 
Este ano, também resolvi variar um pouco trocando o tomate pelo tomate seco, e acrescentar umas folhinhas de manjericão no final, o que conferiu uma sabor bem especial à tradição - preparado a quatro mãos com a aprovação da família! 
Confere lá! 




Bacalhau da Família Palma, reinventado pelo Sossega!


Ingredientes: 

- 700g de bacalhau dessalgado, aferventado e desfiado grosseiramente
- 3 cebolas cortadas em rodelas finas 
- 8 batatas grandes pré cozidas, descascadas e cortadas em rodelas de aproximadamente 0,5cm
- Tomate seco hidratado (aproximadamente 100g) e picado.
- Azeitonas pretas sem caroço a gosto
- Azeite de oliva a gosto
- Sal a gosto
- pimenta branca a gosto
- Folhas de manjericão a gosto.


Preparo: 

- Pré aqueça o forno a 180°
- Regue uma assadeira grande com azeite de oliva e disponha uma camada de batatas. Regue-as com azeite e polvilhe sal a gosto, com cuidado para não exagerar. Em seguida disponha uma camada de cebolas e espalhe o tomate seco picado. Não precisa deixar o tomate seco juntinho pois o que deve sobressair é o sabor do bacalhau, então não precisa carregar no tomate seco. Regue novamente com azeite e sal, disponha o bacalhau e coloque azeitonas. Também não precisa exagerar nas azeitonas para não estragar o sabor. regue com azeite, sal e pimenta branca. Torne a fazer outra camada de batatas, e vá repetindo as camadas deixando a ultima camada de batatas. Coloque algumas azeitonas para decorar, regue com azeite, polvilhe o sal e cubra com uma folha de papel alumínio. 
- Leve ao forno por 20 minutos, depois retire o papel alumínio e deixe por mais 15 minutos no forno, para dourar a batata. 
- Quando retirar do forno, espalhe as folhinhas de manjericão fresco e sirva com um bom vinho de preferência branco ou verde!  


Observações: 

- Descasque as batatas e cozinhe-as no vapor. É mais fácil controlar a textura e a batata fica mais saborosa. Elas devem ficar bem consistentes e não molengas, pois ainda serão levadas ao forno. 
- Hidrate os tomates secos em uma solução de três partes de água e uma de vinho branco e uma pitada de bicarbonato de sódio por 40 minutos. Depois lave-os em água corrente e torne a deixar na água limpa por mais 20 minutos. 
- Se quiser você pode acrescentar queijo parmesão para gratinar, também fica muito gostoso, mas cuide com o sal! 


Então, gostaram? 
Agora é só se arriscar e contar pra gente! 

Abraço grande! 


Em tempo: 
Nesta versão, devido ao alto custo do bacalhau na ocasião, utilizamos o "genérico" da China, o "Polaca do Alaska". O gosto lembra o da minha infância, mas a textura é como disse anteriormente, bem mais "fiapenta". Um contraponto ao preço, que acabou tornando-se muito convincente, tanto que decidimos arriscar levando em conta que nem sempre dispomos de "numerário" para adquirir uma iguaria originalíssima! 
Normalmente o acompanhamento é com arroz branco, mas ali na imagem, como vocês podem notar, utilizei o arroz integral por conta da dieta da família.